O Jogo do Desconhecido

 Ela nunca tinha feito nada parecido. Estava em um bar discreto, tomando vinho, quando seus olhos cruzaram com os dele. Um estranho. Não sabia seu nome, nem queria saber. Bastou um olhar longo demais, um sorriso malicioso e um convite velado: um jogo sem palavras.

Ele saiu primeiro. Ela esperou alguns minutos, coração disparado, e foi atrás. Encontrou-o no corredor escuro que levava aos banheiros. Ele não disse nada, apenas a puxou pela cintura, encostando-a contra a parede fria.

O beijo veio bruto, faminto, língua contra língua, dentes roçando. Ele agarrou sua nuca, dominando o momento. A excitação dela cresceu tão rápido quanto o risco. Qualquer pessoa poderia aparecer ali a qualquer instante.

As mãos dele deslizaram por baixo da saia, subindo direto até a calcinha. O toque foi certeiro, firme, esfregando o clitóris até deixá-la arfando. Ela se segurava na parede, tentando não gemer alto, mas os dedos dele se aprofundaram de repente, penetrando fundo, rápidos, sem delicadeza — e o corpo dela cedeu.

Quase sem aviso, ele virou-a de costas, erguendo a saia. A calcinha foi puxada para o lado e, num movimento seco, ele a penetrou por trás. O choque da invasão arrancou dela um gemido abafado contra o braço, enquanto ele já começava a foder com força, estocadas firmes que faziam seu corpo bater contra a parede.

O som da respiração pesada, o barulho das peles se chocando, o perigo de alguém aparecer a qualquer segundo — tudo tornava o prazer insuportavelmente intenso. Ela se arqueava, pedindo mais, sentindo cada estocada rasgar sua sanidade.

Ele a puxava pelo cabelo, inclinando sua cabeça para trás, enquanto sussurrava no ouvido dela palavras baixas, sujas, que a faziam estremecer. A mão dele apertava sua cintura, mantendo-a no ritmo, mais rápido, mais fundo, até que seu corpo inteiro explodiu em um orgasmo intenso, tremendo contra a parede.

Foi o bastante para ele também perder o controle, enterrando-se fundo e gozando dentro dela, com um grunhido baixo.

Sem trocar nomes, sem palavras, apenas ajeitaram as roupas. Ela saiu primeiro, as pernas trêmulas, o coração disparado. Ele ficou para trás, encostado na parede, ainda respirando pesado.

Naquele instante, ambos sabiam: o jogo não precisava de regras. Nem de nomes. Apenas desejo.

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