A Biblioteca Silenciosa

 O silêncio era quase absoluto. Apenas o som suave das páginas sendo viradas e o leve ranger de cadeiras. Ela caminhava pelos corredores estreitos, os olhos fingindo buscar um livro, mas o corpo já vibrava de expectativa.

Ele a seguiu discretamente, até que pararam em uma seção isolada, onde quase nunca havia movimento. As estantes altas os escondiam do mundo.

Sem uma palavra, ele se aproximou por trás, tão perto que ela sentiu o calor de sua respiração no pescoço. Um arrepio percorreu sua pele quando a mão dele escorregou por sua cintura, puxando-a de leve contra si.

Ela suspirou, tentando conter o som, mas já estava entregue. O beijo veio rápido, faminto, abafado entre prateleiras. As línguas se encontraram, e os corpos se colaram em um atrito urgente.

Ele virou-a de frente, pressionando-a contra a estante. Uma de suas mãos subiu por baixo da saia dela, encontrando a pele nua. Os dedos deslizaram, explorando devagar, até que acharam o ponto exato que a fez morder os lábios para não gemer alto.

A excitação de estar ali, de poder ser pega a qualquer instante, a deixava ainda mais molhada. Ele deslizou dois dedos dentro dela, enquanto a outra mão abafava sua boca. O ritmo era firme, cada vez mais intenso, e o som úmido de seus movimentos misturava-se ao silêncio tenso da biblioteca.

Quando ela gozou, o corpo inteiro tremeu contra a estante, abafando o gemido na palma da mão dele.

Mas ele não parou. Abriu o zíper da calça e a ergueu de leve, encaixando-se sem hesitar. A penetração foi profunda e imediata, fazendo seus olhos se revirarem de prazer.

O ritmo era intenso, mas contido, cada estocada calculada para não chamar atenção, embora o prazer fosse impossível de esconder. Ela enterrava as unhas nas costas dele, mordendo seu ombro para não gritar, enquanto o corpo era invadido por ondas cada vez mais fortes.

No clímax, os dois se entregaram juntos. Ela se contraiu em espasmos, apertando-o dentro de si, e ele se rendeu logo depois, gozando fundo, escondendo o rosto no pescoço dela para abafar o próprio gemido.

Ofegantes, ajeitaram as roupas rapidamente, rindo baixinho do perigo que haviam acabado de correr. Quando saíram de lá, com olhares cúmplices e respirações ainda descompassadas, a biblioteca parecia mais silenciosa do que nunca — guardando para sempre o segredo daquele encontro proibido.

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