Fantasia de Domínio e Entrega

 O quarto estava em meia-luz. Apenas uma lâmpada suave iluminava o espaço, deixando sombras desenharem o ambiente. Ela entrou de vestido simples, mas com o coração acelerado — já sabia que, naquela noite, não teria voz, não teria comando. Seria dele.

Ele não falou nada, apenas a olhou de cima a baixo e apontou para o centro do quarto. O olhar firme já bastava como ordem. Ela obedeceu.

Com um gesto, ele a virou de costas e puxou seus braços para trás. As algemas frias prenderam seus pulsos, fazendo-a arfar com o contraste entre o metal e a pele quente. Logo depois, uma venda cobriu seus olhos. O mundo escureceu.

Sem visão, cada sentido ficou mais afiado. O som dos passos dele, lentos, circulando ao seu redor. O toque inesperado das mãos deslizando pela nuca, descendo pelo decote, apertando os seios por cima do tecido.

Ele ergueu o vestido com calma, expondo a calcinha rendada. Seus dedos deslizaram por dentro dela, roçando de leve, provocando, até deixá-la molhada e implorando por mais. Mas ele não deu. Retirou a mão, deixando-a ofegante, os lábios entreabertos.

De repente, um tapa firme na bunda. O estalo ecoou no quarto, seguido pelo calor espalhando-se na pele. Ela gemeu alto, misto de dor e prazer.

Ele a inclinou contra a cama, puxando a calcinha até os joelhos. Com a outra mão, abriu o zíper da calça e a penetrou de uma vez, fundo, sem aviso. O choque fez seu corpo inteiro se arquear, um grito abafado escapando dos lábios.

Cada estocada era firme, calculada, como se ele quisesse lembrá-la de quem estava no controle. Ele segurava seus quadris com força, puxando-a de encontro ao próprio corpo, o som da pele contra pele preenchendo o quarto.

Ela tentava falar, mas os gemidos a traíam. A venda só aumentava a intensidade: não saber o que viria a seguir a deixava à beira do desespero e do êxtase.

Quando sentiu que ela estava prestes a gozar, ele parou. Tirou-se de dentro dela e a fez ajoelhar-se. Empurrou seu sexo contra sua boca, obrigando-a a engolir cada movimento, cada investida profunda que fazia seus olhos lacrimejarem por trás da venda.

Segurando-a pelo cabelo, ele a usou até não aguentar mais, gozando pesado dentro da boca dela, obrigando-a a engolir cada gota. Só então soltou seus pulsos, retirou a venda e a olhou nos olhos.

Ela estava trêmula, suada, com o rosto vermelho e os lábios úmidos. Mas sorria. Um sorriso entregue.

Porque naquela noite, ela não era dela mesma. Era dele.

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