O Elevador
Era madrugada, o prédio quase deserto. Ela entrou no elevador sozinha, com o coração acelerado — talvez pela coincidência de encontrar, logo atrás, o vizinho com quem trocava olhares sempre que se cruzavam.
Assim
que a porta fechou, o silêncio ficou denso, e a proximidade inevitável. O
perfume dele a envolveu, e antes que pudesse pensar, ele a puxou pela cintura,
encostando-a contra a parede metálica.
O
beijo veio urgente, molhado, faminto. As mãos dele subiram por baixo da saia
dela sem hesitar, encontrando a pele quente. O elevador subia lentamente, cada
andar parecendo durar uma eternidade, e o risco de alguém entrar deixava tudo
ainda mais excitante.
Ela
gemeu baixinho quando os dedos dele deslizaram entre suas pernas, roçando no
clitóris com firmeza. Ele a penetrava com os dedos, rápidos, enquanto a beijava
com força, abafando qualquer som que pudesse escapar.
O
prazer crescia rápido, impossível de controlar. O corpo dela tremia, se
arqueava contra ele, até que o orgasmo veio intenso, sacudindo suas pernas a
ponto de quase fazê-la perder o equilíbrio. Ele a segurou firme, um sorriso
malicioso nos lábios.
Mas
não parou aí. Abriu o zíper da calça, ergueu-a pelas coxas e a encaixou contra
si. A primeira penetração foi profunda, arrancando dela um gemido abafado
contra o pescoço dele.
O
espaço apertado os obrigava a se moverem colados, cada estocada batendo fundo,
rápida e urgente. O som dos corpos se chocando misturava-se ao leve zumbido do
elevador.
Ela
o agarrava com força, as unhas cravadas em suas costas, tentando não gritar a
cada investida. O prazer aumentava, o risco de a porta se abrir a qualquer
momento só deixava tudo mais insuportavelmente bom.
O
orgasmo dela explodiu de novo, forte, fazendo seu corpo se contrair ao redor
dele. Isso foi o bastante para que ele também se rendesse, gozando pesado
dentro dela, gemendo baixo contra seu ouvido.
No instante seguinte, a campainha do elevador soou, avisando a chegada ao andar. Os dois, ainda ofegantes, ajeitaram as roupas às pressas. Quando a porta se abriu, saíram com expressões sérias, mas os olhares cúmplices denunciavam o segredo proibido que jamais poderia ser contado.
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