O Quarto de Hotel

 Ela abriu a porta devagar, o coração acelerado, sentindo as mãos tremerem um pouco. O quarto estava iluminado apenas por abajures, a cama arrumada, cheirando a lençóis limpos e novos. O som abafado da cidade lá fora parecia distante.

Ele entrou logo atrás, fechando a porta com cuidado. Os dois se olharam em silêncio por alguns segundos, como se não acreditassem que estavam realmente ali. Havia desejo, mas também timidez — uma mistura que deixava o ar ainda mais denso.

Ela se sentou na beira da cama, mordeu os lábios e deixou escapar um sorriso nervoso. Ele se aproximou devagar, ajoelhando-se diante dela, e segurou sua mão. O toque simples fez o corpo dela arrepiar inteiro.

O primeiro beijo foi lento, hesitante, quase tímido. Mas logo a respiração deles se confundiu e os lábios se abriram mais, deixando as línguas se encontrarem com uma fome que crescia rápido.

Ele a deitou na cama com cuidado, como se temesse quebrá-la, e começou a explorar seu corpo por cima da roupa. As mãos deslizando por suas coxas, subindo até a cintura, enquanto a boca insistia em beijos quentes no pescoço.

Quando ele puxou sua blusa para cima, seus olhos a buscaram por um instante, pedindo permissão silenciosa. Ela respondeu erguendo os braços e deixando-o despir cada peça. O jeito como ele a olhava, admirado, fez com que a timidez se transformasse em coragem.

Logo, ela também tirava a camisa dele, revelando a pele quente, que ela acariciou com dedos ainda trêmulos. O desejo crescia, mas havia ternura em cada gesto.

Quando ele a penetrou, foi devagar, sentindo cada centímetro, atento ao menor sinal dela. Ela gemeu baixo, segurando forte nos ombros dele, entre dorzinha e prazer, mas em segundos o desconforto virou calor.

O ritmo começou suave, quase compassado, como se dançassem juntos. Ela o puxava para mais perto, perdida na sensação de ser preenchida e envolvida ao mesmo tempo. O corpo dela se abria, reagia, gemia cada vez mais alto, até se entregar por completo ao prazer.

Ele acelerou um pouco, sentindo a respiração dela falhar, e segurou firme em sua cintura para ir mais fundo. O corpo dela tremeu sob o dele, um orgasmo intenso tomando conta, fazendo-a apertar as pernas em volta dele e gemer sem se conter.

Pouco depois, ele também se rendeu, enterrando-se fundo nela, gozando pesado, mas ainda com cuidado, como se tivesse medo de machucá-la.

Os dois ficaram abraçados, suados, corações disparados. O silêncio do quarto foi preenchido apenas pela respiração ofegante deles. Ela sorriu tímida, encostando o rosto no peito dele, enquanto ele a envolvia com os braços.

Naquele quarto de hotel, o desejo tinha sido intenso, mas a inocência — o jeito delicado, quase desajeitado da entrega — deixou tudo ainda mais inesquecível.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Entre Sombras e Silêncios

O Jogo do Desconhecido

O Homem do Corredor