O Vizinho no Corredor
Era tarde da noite, e o corredor do prédio estava silencioso. Ela saiu para buscar algo na portaria, de camisola curta e um casaco jogado por cima. Não esperava encontrar ninguém, mas quando a porta do apartamento ao lado se abriu, lá estava ele: o vizinho com quem trocava olhares há meses, sem nunca ter passado disso.
O
encontro inesperado os deixou parados por alguns segundos, se encarando. O
silêncio entre eles parecia dizer mais que mil palavras. Ele deu um passo à
frente, ela mordeu os lábios, e o ar ficou carregado de tensão.
—
Você… não consegue dormir? — ele perguntou, a voz baixa, quase rouca.
— Não… e você? — respondeu, tentando soar natural, mas a respiração já
denunciava o nervosismo.
Outro
passo. Agora estavam perto o suficiente para sentir o calor um do outro. Ele
ergueu a mão, tocou de leve o queixo dela, e antes que ela pudesse pensar, seus
lábios se encontraram.
O
beijo foi urgente, como se ambos estivessem esperando por aquilo há muito
tempo. As costas dela bateram contra a parede do corredor, e as mãos dele
começaram a explorar por baixo do casaco, subindo devagar pela sua cintura até
alcançar seus seios, apertando-os com firmeza.
Ela
arfou, tentando conter o som — o prédio estava em silêncio absoluto, e qualquer
barulho poderia atrair alguém. Mas isso só deixava tudo mais excitante.
Ele
se ajoelhou diante dela, abrindo o casaco sem cerimônia, e deslizou a língua
pela pele exposta da barriga até alcançar a intimidade dela. O primeiro toque
da língua a fez gemer alto demais, e ela rapidamente levou a mão à boca,
tentando abafar o prazer.
Ele
chupava e lambia com fome, os dedos penetrando fundo, rápidos, enquanto ela se
debatia contra a parede, tremendo de prazer. O corpo dela se contraiu, um
orgasmo forte percorrendo cada centímetro, e ela quase caiu se não fosse pelas
mãos dele a segurando firme.
Ele
se levantou de imediato, abriu o zíper da calça e a virou de costas,
pressionando-a contra a parede fria. A penetração veio de uma vez, profunda,
arrancando um gemido abafado contra a palma da própria mão.
As
estocadas eram rápidas, intensas, o som úmido dos corpos ecoando baixinho pelo
corredor. Ela segurava firme na parede, as pernas bambas, enquanto ele a fodia
com urgência, cada vez mais fundo.
Quando
o orgasmo a tomou de novo, ela quase gritou, mas mordeu o ombro dele para se
conter. Isso foi suficiente para levá-lo ao limite também. Com um último
impulso, ele gozou fundo nela, ofegante, prendendo-a contra a parede até o
corpo parar de tremer.
Por
um instante, ficaram ali, respirando pesadamente, tentando recuperar o
controle. Depois se olharam e riram baixo, cúmplices, antes de voltarem para
seus apartamentos vizinhos — sabendo que nada voltaria a ser o mesmo entre
eles.
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