Porta Entreaberta

Ela deixou a porta apenas encostada, como um convite silencioso. O coração batia rápido, cada segundo de espera a deixava mais úmida, mais ansiosa.

Ele entrou sem fazer barulho, e quando a cama cedeu ao peso do corpo dele, ela suspirou. O lençol leve separava-os por um instante, mas logo a mão dele deslizou por baixo, encontrando sua pele quente e nua. O toque começou lento, explorando suas coxas, a curva da cintura, até que seus dedos abriram espaço entre suas pernas.

Ela estremeceu, mordendo os lábios, quando ele começou a massagear o clitóris com movimentos circulares, cada vez mais firmes. Ele não parou até sentir o corpo dela tremer e ouvir um gemido escapar, abafado pelo travesseiro.

Sem aviso, ele se enfiou entre suas pernas e a boca quente cobriu sua intimidade. A língua lambia devagar, depois mais rápido, sugando, penetrando, explorando cada detalhe dela. A respiração dela ficou descontrolada, os quadris se arqueando sozinhos contra a boca dele. Quando gozou, foi intenso, sacudindo seu corpo inteiro em espasmos curtos e fortes.

Ele subiu imediatamente, os lábios ainda molhados, e a beijou com força, fazendo-a provar o próprio gosto. No mesmo movimento, se encaixou e a penetrou fundo, arrancando um gemido alto. O ritmo começou cadenciado, mas logo se tornou urgente, as estocadas firmes e rápidas, o som dos corpos batendo ecoando no quarto.

Ela enroscava as pernas em volta dele, puxando-o mais para dentro, enquanto suas mãos arranhavam-lhe as costas. Ele a pegava pela cintura, mantendo-a no lugar, metendo forte, cada vez mais fundo.

O prazer subia rápido outra vez. Ela gemia sem se conter, o corpo inteiro se contorcendo até gozar de novo, molhando tudo entre eles. Isso o deixou ainda mais excitado, e ele acelerou até perder o controle, enterrando-se nela em movimentos intensos, rápidos, até gozar pesado, tremendo contra o corpo dela.

Ofegantes, ficaram juntos, pele grudada pelo suor, respirações misturadas, ainda quentes da intensidade do que tinham vivido. A porta entreaberta continuava ali, cúmplice silenciosa do segredo que jamais seria esquecido.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Entre Sombras e Silêncios

O Jogo do Desconhecido

O Homem do Corredor